segunda-feira, 14 de outubro de 2019

8ª FEIRA ASGARDIANA de QUADRINHOS

Cartaz do evento
Olá, amigos e leitores do BLOG da coruja mais arretada do nordeste! Mais uma vez estou aqui para lhes falar de mais uma ótima experiência em eventos para mim e acredito também para todos os participantes que lá estiveram! Estou falando da 8ª FEIRA ASGARDIANA que como sempre ocorre ao lado da BANCA GUARARAPES bem no centro  da cidade de RECIFE. Esta feira é uma iniciativa de ORLANDO DO PATROCÍNIO (o Odin), dono de três bancas de revistas e jornais naquele local. Orlando...ou melhor, ODIN como é mais conhecido, é um grande apoiador do quadrinho pernambucano e nacional.  Esta última edição da feira ocorreu em 14/09/2019 e o tema este ano foi QUADRINHOS NA EDUCAÇÃO que teve como palestrantes o professor FÁBIO PAIVA autor de HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA EDUCAÇÃO, o professor BRUNO ALVES formado em comunicação na UFPE autor do personagem SEVERINO e o professor THIAGO MODENESI, pesquisador de HQs e autor de "EDUCAÇÃO PARA ABOLIÇÃO: CHARGES E HISTÓRIA EM QUADRINHOS NO SEGUNDO REINADO", ganhador do troféu HQMIX de 2012.
Além das palestras, é claro, não podemos de deixar de falar de mais uma oportunidade que os artistas de quadrinhos, roteiristas, cosplayers e artesãos tiveram para exporem e venderem os seus trabalhos na feira.
O nosso amigo GILSON...

...e sua belíssima arte com bonecos de heróis feitos com biscuit.
Tivemos vários artistas plásticos na feira expondo o seu trabalho e entre eles estava o GILSON mostrado nas fotos acima com sua arte em biscuit onde ele levou miniaturas de personagens do universo MARVEL e DC numa versão de miniaturas infantis de heróis e vilões conhecidos nossos. BELO TRABALHO, GILSON!
Como não poderia deixar de ser também a PADA PRODUÇÕES esteve presente comigo (MARCOS LOPES), MILSON MARINS onde tivemos o lançamento das edições 66 e 66 da revista PRISMARTE, e o lançamento da edição nº 8 da revista AS AVENTURAS DO ZÉ CORUJA, e também é claro, a venda de edições mais antigas das duas revistas citadas.

Eu (Marcos Lopes) e o meu amigo e editor/desenhista MILSON MARINS.
Vários artistas estiveram presentes na feira expondo os seus trabalhos. Esta feira além de ser um ótimo lugar para expor e vender os trabalhos serve também como um encontro de amigos para colocar a conversa em dia e descontrair um pouco. Entre os artistas presentes estavam PEDRO PONZO, MARCELO SCHMITZ, ANDRÉ BALAIO, LUCIANO FÉLIX, SANDRO MARCELO, LIBÓRIO, EDUARDO SCHLOESSER (criador do personagem ZÉ GATÃO), entre outros.

Várias edições do ZÉ CORUJA à venda, entre elas a recente nº 8
Quero aproveitar aqui a oportunidade e dizer que fiquei feliz em rever vários amigos e artistas assim também como ter conhecido outros e também pedir desculpas por não ter cumprimentado à todos devido ao vai e vem que havia no local. Um abraço à todos vocês artistas que estiveram lá.
 Eduardo Schloesser e Milson Marins.
 EDUARDO SCHLOESSER esteve presente no evento com a sua GRAPHIC PADA - ZÉ GATÃO, um personagem antropomorfo criado por ele com o seu traço maravilhoso. Será que um dia teremos um crossover entre o ZÉ GATÃO e o ZÉ CORUJA?

Paulo, meu amigo e comprador fiel do Zé Coruja.
Como eu disse antes, esse evento além de ser uma ótima oportunidade para os artistas exporem e venderem os seus trabalhos é também uma ótima oportunidade para rever amigos, fazer novas amizades e conhecer o trabalho de todos que estiverem presentes. Mais uma vez eu, e meu amigo MILSON MARINS queremos agradecer à ORLANDO DO PATROCÍNIO (Odin), por esta oportunidade! Valeu Orlando!!!

UM LEMBRETE: Saindo um pouco do assunto FEIRA ASGARDIANA, vou aproveitar a deixa aqui e convidar à todos para conhecer o meu canal no youtube chamado CURTINHAS DO ZÉ CORUJA onde estou postando umas animações do meu personagem e dizer também que estou produzindo outros vídeos e pedir desculpas pela demora por postar outros novos. Tive uns probleminhas técnicos para lançar um novo vídeo, mas, este está quase pronto! Não deixem de curtir, compartilhar, se inscrever e clicar no sininho para receber notificações de novos vídeos em seu celular, ok? 

Abaixo estão postadas mais fotos da 8ª FEIRA ASGARDIANA DE QUADRINHOS:


O simpático EDUARDO SCHLOESSER.
Artista em ação.
Bela arte desse artista de bonequinhos.



Encontro dos TITÃS dos quadrinhos pernambucanos.
Eduardo e Milson
Eduardo e Marcos.
Um brinde ao ZÉ GATÃO. 
Autor SANDRO MARCELO e um fã do seu trabalho.  
Eu Marcos Lopes. KKKKK!

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Novo curtinha do ZÉ CORUJA no canal





 Bom dia caros leitores e amigos do meu blog! Mais uma vez é com muito prazer que anuncio aqui à vocês que já está no canal CURTINHAS DO ZÉ CORUJA mais um novo vídeo do personagem! Trata-se da história DE VOLTA A CAPITAL - Parte I. Como vocês vão ver o ZÉ CORUJA e seu amigo TATU passam poe situações cômicas em sua volta ao grande RECIFE. Em breve (espero) postarei a segunda e última parte desta pequena aventura dos nossos personagens na cidade grande. Quero aproveitar e lhes pedir que assistam aos vídeos, curtam, comentem, compartilhem e principalmente se inscrevam no canal e cliquem no sininho para receber notificações de novos vídeos, ok? O vídeo demorou um pouco para sair por alguns problemas técnicos que eu tive mas, vou tentar publicar os próximos com menos demora, Eu conto com a compreensão de vocês. Mas...vamos lá! Acessem o canal e se divirtam com as trapalhadas em que os nossos personagens se envolvem! Quero agradecer aqui ao meu amigo e desenhista MARCOS PEDRO que me ajudou no roteiro e edição desta nova animação! Valeu, grande MARCOS PEDRO!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Entrevista com FÁBIO CASSIANO

Olá amigos leitores do BLOG do ZÉ CORUJA! Estou mais uma vez de volta aqui para lhes mostrar mais uma entrevista com mais um grande artista pernambucano dos quadrinhos! Trata-se do nosso grande amigo FÁBIO CASSIANO que já fez um roteiro para o meu personagem! Lembrando que essa entrevista é uma reprodução na íntegra da original publicada no site da nossa famosa PRISMARTE. Não deixem de ler essa entrevista que mostra mais um pouco dos artistas dos quadrinhos de nossa região! Vamos ler?

O nosso simpático CASSIANO.
                         Entrevista com Fábio Cassiano – De volta a Pátria Amada 
por J.J. Marins  · 09/10/2019 

Primeira publicação de Pátria Amada – 2003

Mais de 15 anos depois de produzir a hq Pátria Amada, nos anos 90, a pedidos de alguns leitores, e também porque ela passou a  se um clássico da PADA, nessa entrevista FÁBIO CASSIANO, que foi o principal desenhista desta obra , cujo roteiro foi criado por JOSÉ VALCIR. Nessa entrevista, ele volta ao tempo e o relembra os “agentes” que o fez arregaçar as mangas para fazer essa obra, que relata um momento tão triste do Brasil. Mesmo sem nenhuma pretensão politica , mas apenas de cunho social, a história revelou a tenção e os sentimentos que envolvia tão tenebroso momento de nossa história.
1- Qual foi a motivação para aceitar trabalhar com José Valcir na produção da Pátria Amada?
A motivação, no início, se deu por uma questão de dar uma contribuição para o grupo que estava me integrando. Mas ao analisar o conteúdo do enredo me apaixonei. O texto bem detalhado de José Valcir me dava fluência nos traços do personagem central e ambientação da história em si. Foi um desafio gratificante traduzir de forma artística o que o autor queria informar ao leitor.
Belíssima ilustração do FÁBIO CASSIANO.
2- No ponto de vista da arte, como foi o processo de produção da história Pátria Amada sob a orientação de roteiros de José Valcir?
Como dito antes, o roteiro do autor, com seu texto com riquezas de detalhes me facilitou bastante em traduzir em forma de arte sequencial. Me dando a liberdade de acrescentar alguns quadros para dar mais dramaticidade da ficção. Creio que o conjunto da obra se inteirou como um todo e a mensagem foi dada.
3- Quando aceitou e durante o processo da Pátria Amada, você tinha uma compreensão real do que foram Os anos de Chumbo? Ou você considera que entende melhor a “Ditadura de 64” nos anos atuais?
Não como tenho hoje. Na época eu tinha poucas informações a respeito. Embora seja militar (Corpo de bombeiros) desde aquela época, não tinha muita divulgação da época do regime militar e o combate às ideologias comunistas. Confesso que essas coisas nunca me atraíram. Tive uma infância e adolescência sem muita interferência dessas coisas. Hoje, com maturidade, vejo tudo isso com mais embasamento e tenho minhas convicções política e religiosa com mais clareza.
4 – Antes mesmo de participara da PADA, nos anos 90, você tinha seus projetos particulares e já produzia suas própria publicações! Um destas produções é o “Tal”. O que o que lhe motivou a produzir o Tal?
Imagem de capa de Fábio Cassiano
Na década de 90, as animações japonesas, como os quadrinhos estavam em alta e isso também me entusiasmou a seguir essa tendência. Como eu tinha esse personagem desde minha infância (Tal), resolvi repagina-lo como estilo Mangá. Isso me colocou em uma maratona de sequência de capítulos, que se tornou intermináveis. E por conta de aperto de horários no meu trabalho, tive de suspender o desfecho dessa série. Mas, ainda, com a pretensão de voltar a desenha-lo.


Primeira publicação de PÁTRIA AMADA na PRISMARTE.

5 – Nesses últimos anos há uma pequena atenção a produção de quadrinhos locais. E os eventos mais populares provam isso! Na sua opinião o que fazer diante deste cenário para promover as produções pernambucanas?

Em nosso estado como no nordeste existem muitos talentos a serem descobertos. Como sabemos, vivemos com muitas limitações de divulgação em relação ao sul e sudeste do país e precisamos quebrar essas barreiras. Eventos como faz Odin (Orlando) da Banca Guararapes (um forte aliado de quadrinistas locais), na Feira Asgardiana, que não é de hoje, realiza eventos ligado aos quadrinhos, ainda tem pouco interesse na mídia. Ele como a própria PADA são exemplos dessa resistência. Nossos jovens artistas tem que ajudar a deixar essa bandeira erguida, são eles que vão continuar esse legado.

Mais uma amostra do traço de CASSIANO.
6 – Você tem algum plano em relação aos quadrinhos para os anos vindouros?

Planos, sempre tenho! Estou fazendo uma pequena produção de quadrinhos com mais qualidade e cuidado, mas por enquanto vou guardar segredo. Numa breve oportunidade darei mais detalhes sobre essa produção.


Serviço:
Prismarte # 65 
 Capa Colorida miolo em P&B.
 32 páginas
 R$ 6,00 + R$ 3,00 de correios Ou pelo Pagseguro (botão abaixo)
 Confirme seu pedido pelo e-mail: prismarte@prismarte.com.br
 ou pelo facebook: https://www.facebook.com/PADA.Quadrinhos/


Valeu, grande CASSIANO! Foi um prazer ter você  também no meu BLOG e espero em um futuro bem próximo ter mais matérias e curiosidades sobre você aqui! Um grande abraço do amigo MARCOS LOPES!

domingo, 7 de julho de 2019

ENTREVISTA com EDUARDO S. SANTOS

Olá, compadres e amigos leitores da minha revista e do meu blog. E agora também seguidores do meu canal no YOUTUBE (KKKK)! A postagem que vocês vão ler logo abaixo é uma entrevista com o desenhista EDUARDO S. SANTOS que foi originalmente publicada no site da primorosa PRISMARTE em 02/07/2019 e que também estará aqui no meu blog. Vamos conhecer um pouco mais de mais sobre um artista de quadrinhos  brasileiros? BOA LEITURA!

Entrevista com Eduardo Santana Santos(BA), quadrinhista convidado
 da As Aventuras do Zé Coruja #8
                                                        POR J.J. MARINS · 07/02/2019

Nascido em Jequié da Bahia, em 1982, Eduardo Santana Santos, o Edu, é autor autodidata, cartunista atuante na área dos quadrinhos, tiras humorísticas e caricaturas. Editor e principal artista da revista Come-Comix – o primeiro gibi lançado em Jequié e região, em 2006 – gradativamente Edu vê ampliado o alcance de suas criações. Já em 2007 começou a ter tiras veiculadas assiduamente pela Fundação Cultural da Bahia, em sua Folha Literária, chegando aos 417 municípios baianos, em bibliotecas, museus e centros culturais, pelo Diário Oficial produzido pela EGBA. Possui diversos trabalhos publicados em jornais, CDs, cartazes, cartilhas, livros didáticos e periódicos, em âmbitos regional e nacional. Firmou contrato com a Intercontinental Press, agência líder no mercado brasileiro em distribuição de tiras e licenciamento de personagens. Entre suas criações e produções estão: Seu Poêmio – Um Poeta na Reserva, Gutão e Amigos, Spike, O Cavaleiro Valentim, Tatau – O Tatuzinho Filosofolgado, Cornélia – A Justiceira das Traídas; produziu versão em gibi do Téo – O Lógico (IFC Kids). Com a Editora Reflexão, lança o livro “A Saga do Nobre Cavaleiro D’ Oskaghans”.

1 – Como surgiu a ideia de criar e editar a Come-Comix? Quais as motivações?
Fato é que se levarmos em conta meu costume desde criança, rabiscar cartuns em cartolina e papel sulfite, diremos que foi um passo espontâneo para mim, porque afinal desenhar foi sempre meu lazer e criar um gibi era sonho de infância. Contudo, editar veio por necessidade, pois um trabalho meio/muito amador não veria amparo de editora alguma, fosse mesmo ela pequena ou quem dirá média. Segui minha experiência de leitura, misturando intuição e vontade. O nome da revista remete ao pacman (come-come) do vídeo-game, os dois “C” representam bocas famintas na logomarca. Felizmente, em 2006 conseguimos lançar a Come-Comix com apoio total da prefeitura de minha cidade, Jequié-Bahia. Portanto, a revista em quadrinhos de que falamos é, por origem, consequência duma perseverança de jovem cartunista, de então seus 23 anos, mas podemos chamar de teimosia também, acho mais justo, e a publicação tem sua importância em minha memória. Hoje, porém, penso que um novo título deverá representar de modo momentâneo ou definitivo meus quadrinhos.


2 – Como foi sua ideia para criar o personagem SPIKE?
Ele apareceu a primeira vez na HQ “Primo Embriagado” da Come-Comix número 1. O traçado dele era um pouco diferente do que é agora, na cena estava zangado com o inusitado obeso Primo que, prostrado por desilusão amorosa e cachaça, obstruía a passagem de sua ratêsca residência. Lembro-me de que foi uma experimentação de quadrinhos “levemente underground”, como eu definia. Spike é bem falante, espertinho. Gosto de criar histórias dele ou com sua participação.


3 – Como é o mercado editorial de quadrinhos na Bahia?
Afirmo que um mercado quase nada exuberante, como em muitas partes do país, o que sei é que temos vários talentos que volta e meia trazem novidades nesta área, mas, como publicação independente. Várias obras, algumas com desempenho artístico de alto nível. Se bem que o andamento de tais iniciativas, seus resultados, realmente desconheço com propriedade, tampouco os 
persigo, até mesmo porque os quadrinhos como meio de sobrevivência, atualmente, não são mais uma prioridade para mim como antes sonhei. Ando bastante desinformado a respeito, confesso.


4 – Você considera importante personagens regionais, mesmo num mundo cada vez mais globalizado? Ter uma linguagem e elementos locais, mas com temas gerais?
Sim, considero importante, sem dúvida, válido por demais. Ao longo de toda a eternidade, tudo se sucederá numa determinada região, em um local. Se fizermos um recorte, inclusive, dum contexto geral, essa é uma especial maneira de destacá-los, enquanto personagens, além de compartilhar culturas diferentes, de outros matizes, e com abundantes naturalidade e verdade. Sem falar que autores fazem bem melhor aquilo que amam; se o personagem for o que nosso coração quer bem, estando os roteiros das HQs bons e interessantes, não importa em que cantinho do mundo ele nasceu: o leitor não só curte, acata, acolhe, gosta, adapta, adota como até o privilegia, por que não? Nunca pensei em deixar de mencionar nomes poéticos de ruas de minha cidade, do interior baiano, nas histórias em quadrinhos que faço, e nelas uso algumas peculiaridades da linguagem e do ser regional.

5 – Quais os planos para os seus personagens e os seus quadrinhos?
Bom, sinceramente, não tenho feito tantos planos a esse respeito, mas, sempre que der vontade, e puder, tentarei publicar gibis ou jornal de tirinhas. É, como disse, um lazer, enquanto este for divertido, sendo quem sabe recompensador, e houver possibilidade de parcerias, continuaremos.



Acesse o Blog de Eduardo e confira sua produção: https://planetiras.blogspot.com/



SERVIÇO:
AS AVENTURA DO ZÉ CORUJA  Nº08 – Fúria de Tantãs
24 Páginas
Capa colorida miolo em P&B
Impresso R$ 7,00 (correio incluso)
Pode ser feito o pagamento pelo Pagseguro (em seguida envie e-mail com endereço)

Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

#ATENÇÃO!# Como vocês viram há algumas semanas atrás, eu lancei no YOUTUBE o canal CURTINHAS DO ZÉ CORUJA, onde pretendo publicar nele animações curtinhas do nosso cangaceiro! Já há um desenho animado publicado lá que por sinal é uma propaganda da revistinha  que estamos mostrando nesta postagem! Pois bem, o que quero dizer é que já estamos produzindo uma outra historinha que pretendo publicar lá em breve! Assim como vocês, meus amigos e compadres leitores têm me ajudado neste blog eu gostaria de pedir à todos que me ajudassem também lá no canal! Se inscrevam, curtam, compartilhem, cliquem no sininho e divulguem para todo mundo que vocês conhecerem para que o canal cresça! Agradeço à todos! UM ABRAÇÃO do MARCOS LOPES e de todo o "pessoá" da PADA PRODUÇÕES!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Lançamento do canal- CURTINHAS DO ZÉ CORUJA

Acabei de lançar o CANAL- CURTINHAS DO ZÉ CORUJA

Bom dia, meus amigos e leitores do Zé CORUJA! É com muito prazer que anuncio à vocês essa postagem que eu considero histórica para mim e meu personagem! Acabei de criar no YOUTUBE um canal para o nosso personagem chamado CURTINHAS DO ZÉ CORUJA e nele pretendo brevemente publicar pequenas animações com o nosso herói e de início a primeira animação publicada é exatamente a divulgação da nova edição da revista AS AVENTURAS DO ZÉ CORUJA, onde nosso cangaceiro anuncia a continuação de FÚRIA DE TANTÃS que se encontra em sua segunda parte. Acessem o canal e curtam, compartilhem e deem suas opiniões. Obrigado à todos!

terça-feira, 7 de maio de 2019

ENTREVISTA José Valcir

Oi. meus amigos leitores do BLOG! A postagem que está sendo mostrada logo abaixo é uma reprodução de uma entrevista publicada originalmente no site da gloriosa PRISMARTE em 29/04/2019! Trata-se do nosso querido amigão e roteirista JOSÉ VALCIR, que é um dos principais integrantes da PADA PRODUÇÕES. Eu mesmo tive o prazer de desenhar uma história escrita por ele chamada DIA DE CÃO e confesso que gostaria de ter também outros roteiros escritos por ele para o meu personagem principal o ZÉ CORUJA. Faz um bom tempo que não o vejo, mas espero encontrá-lo de novo com a "turma" quando visitar o RECIFE daqui à alguns meses! Mas...faremos o seguinte: Vamos conhecer um pouco mais deste cara muito simpático na entrevista abaixo!


Entrevista com José Valcir – 
anos depois da 
Pátria Amada
POR J.J. MARINS · 04/29/2019

Durantes a existência da PADA Produções,  José Valcir foi um atuante associado, que desde os anos 80 vem fazendo estórias na história da PADA/Prismarte. Diferente dos demais roteiristas, Valcir na maioria das vezes optou por roteiros com víeis históricos, e teve uma sequência de produções com um gênero singular. E Pátria Amada foi uma destas história, que também com o lápis de Fábio Cassiano, se tornou um clássico da Prismarte, que a pedido de alguns que a leram no passado republicamos nesses anos (30 + 3 anos) que se aproximam aos 40 anos da Prismarte.
Nessa entrevista, tentamos captar a alma criativa do autor, e as expectativas de sua criação antes da concepção, e nos fazer compreender o que fez desta simples, mas emocionante história um reflexo daqueles dias de conflitos de pouco prazeres e muitos pesares no ponto de vista social. Por isso Valcir relata inspiração ao o processo de criação da Pátria Amada.

O nosso simpático JOSÉ VALCIR.
1- Qual foi a motivação para criar a história Pátria Amada?
Eu responderia a: reminiscência. Ou seja, lembranças de criança de quando ouvia meu pai falando com meus tios e amigos, e até mesmo em casa, ao sussurro, sobre o que acontecia lá fora deveria ser falado em voz baixa. Por isso aquela cena do garoto escovando os dentes e na porta da cozinha, ouvindo os pais conversando. Sempre em tom mais baixo não muito claro sobre os acontecimentos nas ruas. De certa forma, aquele garoto de oito, dez anos, refletido ali, na história, sou eu. Portanto, eu queria falar sobre os bastidores, ou da vida das pessoas, que viviam sobre um regime que assustava. Entretanto, deixo claro, não vivíamos sob ameaça, mas falar de um momento conturbando da história brasileira, sem ser levantando alguma bandeira, nem fixando trincheira, foi o objetivo em escrevê-la: expor um momento da vida. Assim como fiz em“João Ninguém” e “Providência”.

2- Como foi o processo de produção da história Pátria Amada ao lado de Fábio Cassiano?
Foi ótimo. Até porque Cassiano, daquele jeito tranqüilo, aceitou minha direção, dando um rumo melhor a arte inicial apresentada. Além disso, ele acrescentou uma cena à história (ou quadrinho) que não havia pensando no roteiro, de que quando acordamos, temos o hábito de roçar os pés. (RS). Outro ponto a considerar a arte de Fábio Cassiano à obra em questão, é que naquele momento dos anos 1990, surgia a produção autoral, cujo roteiro e desenho seguem num mesmo propósito; todavia, ambos tem a liberdade de expressão, que até então era desconhecido em virtude do trabalho industrial imposto pela DC e a Marvel.

3- Quando escreveu a Pátria Amada, você tinha uma compreensão real do que foram Os anos de Chumbo? Ou você considera que entende melhor a “Ditadura de 64” nos anos atuais?
Não tinha. Hoje, sim, um cinqüentenário, quase jurássico (rs), entende melhor. O ginásio e o científico – na atualidade: fundamental II e ensino médio -, além de documentários e filmes, permitiram um conhecimento melhor sobre o tema. E um material ainda mal explorado pelos nossos quadrinhistas, que acha melhor viajar em GOT, Segunda Guerra Mundial  (viés americano), viagens no tempo do que se debruçar sobre o que aconteceu no Brasil.

4- No decorrer dos anos, você escreveu João Ninguém. Você considera essa história seguindo o mesmo pensamento, o mesmo gênero de Pátria Amada?

Clique na imagem para ampliar

Considero. Na verdade, involuntariamente, Pátria Amada, João Ninguém e Providência, é uma trilogia, independentes. Mas que se complementam. Na primeira, há uma criança que é um mero espectador, que ver e ouve e nada manifesta. Que entra em conflito consigo mesmo diante dos conflitos que vão se apresentando ao longo da história. Depois temos a segunda história sobre um rapaz, também espectador de uma País em crise, com um presidente narcisista e exibicionista, superinflação, desemprego. As rádios tocando música urbana, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial… enfim, um rock in roll à brasileira de primeira qualidade. Com toda essa crise vem o questionamento sobre Deus. É nesse clima que vem à mente Providência. Uma crise existencialista sobre os problemas da vida e sua relação com o Divino. Portanto, cada uma daquelas três histórias é uma representação de mim mesmo em cada momento da minha vida.


5- O autor, que tem uma visão responsável de sua obra, sabe a relevância do que produz! No seu caso, o que espera de suas obras em relação aos que a lêem?
Sinceramente, eu espero ter deixado uma mensagem positiva. Ou, ao menos, uma reflexão. Creio que seja isso cada um, que produz algo, tem a fazer: plantar uma semente. Como Jesus, no Sermão da Montanha fez: deu sua palavra: “Aos que querem ouvir, que ouçam”!
Talvez eu tenha conseguido, pois pessoas perguntavam sobre ela, que foi republicada (rs). Escrever é uma Arte, mas tem que ser feito com responsabilidade pois hão de lerem e o que for dito ali, pode ajudar ou atrapalhar muita gente.

6- Quais o projetos que ainda almeja desenvolver em quadrinhos?
Sou lento para escrever, devo admitir. Meu processo criativo é resistente e fervilha dentro da cabeça e explode em idéias dentro do ônibus, quando viajo em pé, indo trabalhar (rsrsrsrs). Sério isso. Comecei a escrever e estava adiantado com dois roteiros, que seguiam a linha de terror e sobrenatural. Além de pequenos contos que pretendia torná-lo público em forma de livro, contudo… meu HD quebrou e perdi tudo (triste!). Os roteiros para quadrinhos teve pré-produção organizada, com reunião e tudo mais para finalização. A outra, eu mantinha em segredo pois buscava alguém para desenhá-la depois de pronta. Como disse, sou lento para escrever e tenho menos tempo hoje e paciência para desenvolver qualquer coisa. Entretanto, um desses roteiros será retomado pois pessoas acreditaram em mim e não posso falhar com minha palavra.

* É isso aí, Valcir! Foi um prazer reproduzir aqui no BLOG esta entrevista que você deu ao site da PRISMARTE. Assim ficamos conhecendo um pouco melhor sobre você e seu trabalho na PADA. Um grande abraço do MARCOS LOPES para você.

Clique para ampliar

Serviço:
Prismarte # 65 
Capa Colorida miolo em P&B.
32 páginas
R$ 6,00 + R$ 3,00 de correios Ou pelo Pagseguro (botão abaixo)
Confirme seu pedido pelo e-mail: primarte@prismarte.com.br
ou pelo facebook: https://www.facebook.com/PADA.Quadrinhos/